A digitalização e a inteligência artificial estão a redefinir a competitividade da indústria energética a nível global. Neste contexto, a Associação Empresarial Eólica (AEE) lançou o Laboratório de Inteligência Artificial Eólico, uma iniciativa estratégica apresentada no mais recente episódio do programa Ondas del Viento, emitido na Capital Radio.

A inteligência artificial está a transformar rapidamente a forma como as indústrias operam, otimizam processos e tomam decisões. No setor eólico, onde a eficiência operacional, a fiabilidade dos ativos e a gestão de grandes volumes de dados são críticas, o potencial é especialmente significativo.

Um espaço colaborativo para acelerar a IA no setor eólico

O novo Laboratório de Inteligência Artificial Eólico nasce como um espaço de trabalho colaborativo orientado para identificar casos reais de aplicação de IA ao longo de toda a cadeia de valor do setor. O objetivo passa por analisar as áreas com maior potencial de impacto, identificar soluções tecnológicas disponíveis e avaliar o seu grau de maturidade.

Entre as suas principais linhas de atuação estão a análise das implicações organizacionais e operacionais da implementação de IA, o acompanhamento do enquadramento regulatório e a avaliação de propostas e experiências apresentadas pelas empresas associadas. Trata-se de uma iniciativa que pretende acelerar a adoção responsável e eficiente destas tecnologias, reforçando a competitividade do setor.

Numa indústria onde os aerogeradores geram enormes volumes de dados operacionais, a aplicação de IA em manutenção preditiva, otimização de produção e gestão de ativos pode representar um salto qualitativo em termos de desempenho e redução de custos.

Colaboração com o Instituto de Engenharia do Conhecimento

O Laboratório dirige-se às empresas associadas da AEE e, numa fase inicial, a entidades interessadas na aplicação de IA ao setor energético. Para garantir uma base técnica sólida, foi formalizado um acordo de colaboração com o Instituto de Engenharia do Conhecimento (IIC), que assumirá a secretaria técnica do projeto.

O IIC apoiará a definição das atividades e ajudará a maximizar o impacto das iniciativas desenvolvidas. A reunião de lançamento está marcada para 21 de maio, momento que assinala o arranque formal deste novo ecossistema de inovação.

O tema foi debatido no programa Ondas del Viento com a participação de Álvaro Romero, diretor técnico do IIC; Íñigo Luna, responsável de Tecnologia e Inovação para O&M na Naturgy; e José Manuel Melendi, responsável de Inovação, Normalização e Projetos na AEE, sob a condução de Sandra Torrecillas e Piluca Núñez.

Impacto para o setor e para a transição energética

A integração estruturada da inteligência artificial no setor eólico reforça diretamente o contributo para o ODS 7, Energia Acessível e Limpa, ao melhorar a eficiência e a fiabilidade da geração renovável. Ao mesmo tempo, potencia o cumprimento do ODS 13, Ação Climática, ao otimizar a produção de energia sem emissões e reduzir perdas operacionais. Pequenas melhorias percentuais na eficiência de parques eólicos podem traduzir-se em milhares de megawatts-hora adicionais de energia limpa ao longo do ano.

A criação deste laboratório demonstra que a transformação digital já não é uma tendência futura, mas uma prioridade estratégica. O desafio agora será transformar conhecimento e tecnologia em soluções concretas que consolidem o setor eólico como um dos pilares da transição energética europeia.

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